Escolher onde hospedar um ERP ou um sistema crítico deixou de ser apenas uma decisão técnica. Hoje, essa escolha impacta diretamente a operação, o faturamento e a relação com os clientes finais de uma empresa de software.
Em um primeiro momento, muitas software houses e empresas de tecnologia consideram ir direto para uma big tech como AWS, Azure ou Google Cloud. Na teoria, parece lógico. Infraestrutura robusta, marcas globais e promessa de alta disponibilidade.
Mas, na prática, essa decisão nem sempre é a mais inteligente para quem precisa de estabilidade operacional, previsibilidade de custos e suporte real.
Neste artigo, vamos responder de forma objetiva à pergunta que mais surge no momento da decisão: quando faz sentido escolher um parceiro local de cloud em vez de uma big tech?
Big techs entregam infraestrutura. Não operação.
Antes de qualquer comparação, é importante alinhar expectativas.
Big techs são excelentes no que se propõem a fazer. Elas entregam infraestrutura em escala global, com altíssimo nível tecnológico. O problema começa quando se assume que contratar uma dessas plataformas significa ter um ambiente pronto para rodar um ERP ou um sistema crítico sem preocupações.
Na realidade, ao contratar uma big tech, a empresa está adquirindo infraestrutura bruta.
Todo o restante continua sendo responsabilidade de quem contrata:
- Arquitetura correta do ambiente
- Dimensionamento de recursos
- Monitoramento constante
- Execução e validação de backups
- Análise de logs
- Resposta a incidentes
- Suporte quando algo falha
Ou seja, o que parecia ser apenas uma escolha de hospedagem se transforma rapidamente em uma operação de cloud completa, que exige conhecimento, tempo e equipe especializada.
O custo invisível de operar cloud sozinho
Um dos pontos mais claros da reunião foi a falsa percepção de economia.
Sim, em alguns cenários, o custo direto da infraestrutura pode parecer menor em uma big tech. O problema é que esse valor ignora o custo invisível da operação.
Ao optar por operar cloud diretamente, a empresa passa a assumir:
- Necessidade de especialistas em cloud
- Risco de dimensionamento errado e contas imprevisíveis
- Suporte estendido para atender clientes finais
- Pressão operacional quando o sistema cai
- Tempo desviado do core business
Na prática, muitas software houses acabam gastando mais para manter o ambiente funcionando do que gastariam com uma cloud gerenciada, além de sobrecarregar equipes que deveriam estar focadas em desenvolvimento e evolução do produto.
ERP não pode esperar 72 horas
Esse é um divisor de águas na decisão.
Quando um ERP para, o problema não é técnico. É operacional e financeiro.
Nota fiscal deixa de ser emitida, vendas param, processos travam.
Em ambientes de big tech, o suporte padrão geralmente funciona via chamados e filas. O tempo de resposta não conversa com a realidade de quem opera sistemas críticos.
É nesse ponto que um parceiro local faz diferença.
Ter alguém que entende o ambiente, conhece o histórico do cliente e pode ser acionado rapidamente muda completamente o cenário. Em vez de abrir tickets e aguardar, a empresa resolve.
Esse fator, isoladamente, já justifica a escolha de um parceiro local para muitos negócios.
Nem toda empresa precisa ou consegue operar uma big tech
Outro ponto importante levantado na reunião foi a maturidade necessária para operar cloud pública.
Big techs fazem sentido quando a empresa:
- Possui time interno dedicado à infraestrutura
- Investe continuamente em certificações
- Tem orçamento para absorver erros e ajustes
- Opera em larga escala e com arquitetura cloud-native
Essa não é a realidade da maioria das software houses no Brasil.
Grande parte do mercado ainda roda ERPs que nasceram em ambientes locais ou híbridos, que precisam ser emulados com estabilidade, não reinventados. Forçar esse cenário em uma cloud pública, sem suporte especializado, costuma gerar mais problemas do que soluções.
Quando o parceiro local se torna a melhor escolha
A escolha por um parceiro local de cloud faz sentido quando:
- O sistema é crítico e não pode parar
- A empresa não quer assumir operação de infraestrutura
- O foco precisa estar no desenvolvimento do software
- O custo precisa ser previsível
- O suporte precisa ser humano e acessível
- A operação exige estabilidade acima de experimentação
Nesse contexto, a cloud deixa de ser um produto e passa a ser um serviço operacional completo, onde alguém se responsabiliza por fazer tudo funcionar.
É exatamente esse modelo que empresas encontram ao optar por uma cloud gerenciada especializada, como a oferecida pela Dalla Soluções.
Cloud não precisa ser complexa para ser eficiente
Um dos maiores erros no discurso técnico é transformar infraestrutura em algo complexo demais para o decisor.
No fim do dia, infraestrutura para ERP precisa entregar apenas duas coisas:
- Alta disponibilidade
- Baixa latência
Se isso acontece de forma consistente, o objetivo foi cumprido.
O excesso de complexidade só faz sentido para quem quer operar cloud. Para quem quer que o sistema funcione, simplicidade e responsabilidade compartilhada são muito mais valiosas.
Parceiro local não compete com big tech. Ele resolve o que elas não resolvem.
Escolher um parceiro local não significa rejeitar tecnologia de ponta. Pelo contrário.
Na maioria dos casos, parceiros locais utilizam infraestrutura robusta, data centers certificados e boas práticas consolidadas. A diferença está no modelo de entrega.
Enquanto big techs entregam infraestrutura e documentação, um parceiro local entrega:
- Ambiente pronto
- Operação contínua
- Monitoramento ativo
- Backup gerenciado
- Suporte que atende
- Responsabilidade compartilhada
Essa diferença é decisiva para empresas que não podem errar.
Diagnóstico: qual modelo faz mais sentido para sua empresa?
Não existe uma resposta única para todos os casos. O que existe é o modelo certo para cada realidade.
Se sua empresa:
- Já sofreu com indisponibilidade
- Teve problemas de suporte em cloud pública
- Perdeu tempo tentando entender custos imprevisíveis
- Precisa de estabilidade para crescer
Então vale olhar com atenção para um modelo de cloud gerenciada com parceiro local.
A Dalla Soluções oferece esse modelo com foco em ERP, sistemas críticos e software houses que não podem desviar o foco do seu negócio.
